sexta-feira, 20 de março de 2009

Show


Tem tempo que não vou em um show. Acredito que música marca certos momentos da nossa vida. Kraftwerk me lembra meus 16 anos quando escutava música e não tinha muito com quem dividir minhas descobertas. A maioria das minhas amigas falavam "Kraftiiii o que? o que é isso"...e assim ia. Em algum momento desistí e resolvi curtir minhas músicas sozinha. Claro que, como toda adolescente insegura, me perguntava "Porque raios só eu gosto disso? será que tem algo de errado comigo?"  Era difícil achar alguém com quem pudesse trocar idéias, gravar no tape ou dizer tipo "me empresta seu disco?", a internet não existia e então ficava dificil saber mais sobre os meus grupos favoritos. Me lembro a primeira vez que fui em Paris, de mochilão nas costas e ví a Virgin. Olhei como se estivesse vendo o mundo encantado de Luciana. Nem sabia por onde começar, parecia criança sem saber qual doce pegar. Até hoje ainda me lembro dessa sensação. 
Hj já não me sinto mais "Kerry a estranha". Não é porque não faço parte do gosto musical da massa que sou uma estranha, pelo contrario, me sinto uma privilegiada em poder dizer que conheço muito bem certos grupos que as pessoas, por ignorância, nem tem idéia de quem são. Isso não é uma crítica, apenas uma constataçãode uma menina de 16 anos que não se encaixava muito no meio musical da época onde todos eram obrigados a gostar do que todo mundo gostava.
Hoje me sinto feliz em poder dizer que vou ao show do Kraftwerk. Que vou escutar Radiohead que também é uma das minhas bandas favoritas, pular, dançar e voltar a ser a adolescente de 16 anos que já fui um dia.

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